Programa Mosaico da TVBV sobre Bambu, BAND de Sta. Catarina

Foi ao ar no último domingo, 11 de julho de 2010 às 23:30 pela TVBV em Florianópolis, o programa Mosaico.

O programa é uma colagem de entrevistas abordando historias sobre o bambu, suas potencialidades, pesquisas, e trabalhos inovadores que vem sendo feitos em Santa Catarina.

Foram entrevistados Marcos Marques (engenheiro civil, atual presidente da Associação Catarinense do Bambu – BambuSC ) e Hans-Jürgen Kleine (químico, primeiro secretário da BambuSC ) ; o artesão Gilmar Telles;  o arquiteto Paulo Foggiato (da Oré Brasil); o designer industrial Bruno de Araújo ; o Prof Carlos Alberto Szucs, da UFSC e este que aqui vos fala, rs.

Assistam os 3 Blocos do programa e tirem as próprias conclusões…

Anúncios
Publicado em Reportagens | Publicar um comentário

Curso de Moveis 2010 Bambu Essencial

Já vão fazer 8 anos que trabalho com bambu, nesse tempo muitas descobertas, muitas idéias postas em prática, muita observação e muitas trocas de experiências em torno dessa gramínea mágica que vem ajudando o homem a viver melhor.

Ao longo desse tempo não me ative a um único campo de aplicação do bambu o que me atraia era a novidade, uma técnica diferente, uma forma diferente de usar, conecções das mais variadas, e diferentes formas de se solucionar o mesmo problema. A cada técnica nova sempre busquei me aprofundar realizando pelo menos um produto que tivesse alguma aplicação prática assim aprenderia de verdade e saberia qual os prós e contras daquela nova forma de fazer. Pra finalizar meu aprendizado e fixar de vez o conhecimento ensinava pras outras pessoas como fazer.

Acredito que ao longo dessa jornada muitas novas estrelas nasceram para o bambu, muitas mudas foram plantadas, e muitos laços de amizades foram selados.

Espero continuar minha jornada fazendo meu papel da melhor maneira possível, não sou um mestre apenas um eterno curioso que tenta passar para as pessoas interessadas o pouco que sabe…

E é nesse caminho que venho oferecer mais um curso de móveis com bambu.

O curso terá uma carga horária de 21 horas, sendo estas distribuídas da seguinte forma:

Sexta dia 4 de Junho : (inicio as 18:30)

4hs de aula teorica descrevendo, passo a passo, todo o processo de: colheita, secagem, tratamento e armazenagem do bambu, planejamento, corte e preparo das peças pra movelaria.

Lanche de confraternização.

Sabado  dia 5 de junho:

Café da manhã ( das 7:00 as 8:00)

4hs de aula prática passando toda técnica que será usada na fabricação do móvel, passando pelo projeto em questão ja elaborado em desenho técnico com o planejamento de corte de todas as peças, uso das ferramentas e execução dos encaixes do móvel em questão.

Almoço (12:00 as 14:00)

4hs de divisão dos grupos para execução dos moveis ( serão 4 grupos de cinco pessoas, cada um ira passar por todas as etapas da fabricação)

Teremos 4 projetos distintos (exemplo : 1 cadeira, 1 sofá, 1 cama, 1 mesa)

cada grupo fará um projeto

todos os projetos terão os mesmos encaixes pra que todos apliquem as mesmas técnicas.

Jantar (18:00 )

Domingo dia 6 de Junho:

Café da manhã ( 7:00 as 8:00)

4hs de execução do móvel

Almoço (12:00 as 13:00)

4hs de execução do móvel

1h de votação do melhor móvel, e sorteio desse móvel entre todos os alunos, entrega do certificado , e entrega do CD contento informações detalhadas de como se fabricar moveis desde a colheita até acabamento final com inumeras fotos de moveis pra se inspirar nos proximos trabalhos.

Lanche de despedida. ( 19:00)

Investimento do curso: R$ 240,00 com alimentação (ovo lacto vegetariana) inclusa no pacote.

Forma de pagamento: 50% no ato da inscrição pra reserva da vaga, 50% no inicio do curso.

Numero Total de Vagas: 20

Endereço do curso: Rua dos Anjos e Arcanjos 387; Rio Vermelho; Florianopolis – SC

Fone pra contato 48 9113 0122

Email: rodrigoprimavera@gmail.com

Pra quem mora longe recomendo a pousada : http://www.pousadailhadosanjos.com.br/ que fica na mesma rua.

Publicado em Agenda de Cursos | 16 Comentários

Sanitário Compostavel

Sou um paulistano, e durante 30 anos convivia com uma cena triste, ver o Rio Pinheiros e o Tietê poluídos exalando aquele cheiro fétido de fezes. Durante muito tempo tive uma imagem de que o nosso coco fosse algo poluente e  nocivo a saúde do homem, com isso tentava ter o mínimo de contato possível. Mas uma questão me perseguia: o que fazer com esse problema? Será que poluir um rio com um toque de descarga era melhor solução?

Mas nem sempre foi assim, os principais Rios de São Paulo foram a sua porta de entrada para os portugueses. Por causa dos rios São Paulo era fértil e rica.

Rio Pinheiros em 1930

    Por que matamos nossa galinha dos ovos de ouro ao contrario de cuidar?

 

  Então, com essas questões na cabeça fui atrais das respostas. A resposta que mais me impressionou foi a do sanitário compostavel, que ao invez de poluir produzia humus ( adubo pras plantas)

Tomaz Lotufo um bio arquiteto de Botucatu descreve em um texto que essa história não é nada nova, da uma olhada:

“Sanitário Seco não é tão novo…

Tradução de texto do livro “The composting Toilet System Book, David del Porto”

Um sanitário a base de terra é um sanitário seco onde terra seca é usada para cobrir os excrementos. Até mais ou menos 100 anos atrás, o tradicional “lugar para aliviar as necessidades” para as pessoas que viviam no campo era ou uma casinha com um buraco fossa, ou um sanitário a base de terra. Por este sanitário ser raso, o processo de decomposição era aeróbico, permitindo a ocorrência do processo de compostagem. Esta é provavelmente a primeira construção de um sanitário seco.

Na Inglaterra, a Rainha Victoria usava um sanitário a base de terra no Castelo de Windsor, embora muitos tipos a base de água eram disponíveis. Por muitos anos, sanitários a base de água e de terra foram sistemas rivais, com vitórias e derrotas em ambos os lados.

Henry Moule, o Padre de Fordington em Dorset, premiou o sanitário de terra nos anos 1800. Em 1861, ele produziu uma cartilha de 20 páginas intitulada “Riqueza e saúde nacional ao invés de doença, amolação, gasto e lixo causado pelas fossas abertas e drenagem de água”. “As fossas e as casinhas são simplesmente uma abominação não natural” esbravejou ele.”O sanitário a base de água apenas aumentou estes males“. E ele continuou descrevendo a sua impressionante descoberta.

No verão de 1859, ele concluiu que sua fossa era intolerável e uma ruim para os vizinhos. Então tampou-a e instruiu toda a sua família a usar baldes. No começo, ele colocava os excrementos em trincheiras no quintal, a um pé (30 cm) de profundidade e cobria com terra seca, quando descobriu por acidente que em 3 ou 4 semanas “Nenhum traço da matéria podia ser visto”. Então o Padre ergueu um barracão, peneirou terra seca a qual misturava com o conteúdo dos baldes, todas as manhãs. E dizia: “Uma criança não leva mais doque 15 minutos para a operação toda. E 10 minutos depois de completo, nem os olhos e nem o nariz podem perceber alguma coisa ofensiva”.

Em seguida, descobriu que poderia reciclar e usar a mesma matéria (depois de processada) várias vezes, e começou a ficar mais poético: “Água é somente o veículo para remover as fezes longe de nossa visão e instalações. Ela nem absorve e nem desodoriza efetivamente… o melhor agente é a terra superficial seca, tanto para absorver quanto tirar o cheiro ofensivo da matéria”. E então disse que não mais jogaria fora este valioso adubo e sim obteria um “Luxuoso crescimento dos vegetais em meu jardim”.
Ele confirmou este ultimo ponto com experimentos científicos, mostrando que batatas nutridas que este composto cresciam um terço a mais doque quando recebiam superfosfato.
De acordo com Moule, doutores disseram que se o seu esquema fosse adotado de modo geral, “Muito mais poderia ser efetivado para prevenir e interromper doenças, mal estar e melhorar a saude doque “Jener” efetivou com a descoberta da vacinação”.
Em mais ou menos 1850, algumas pessoas na Inglaterra levaram o banheiro seco para dentro de casa, várias patentes surgiram. Moule produziu um vaso sanitário constituido por um balde embaixo do assento e um funil atrás contendo terra seca e fina, ou cinzas:”Quando você terminou, puxa a alavanca para liberar a medida necessária de terra dentro do balde a ponto de cobrir o conteúdo. Outra patente era de Parker “Woodstock”, tinha um similar mecanismo automático acionado, ou com a pressão deixada no assento(dava descarga quando a pessoa ficava de pé), ou pressionando uma alavanca de pé.
Moule tentou bastante ajuda financeira do governo: “Nunca poderá haver uma reforma sanitária nacional sem uma intervenção ativa por parte do Governo central. Esta intervenção não acontecerá em sistemas de tratamento baseados em água sem que haja um grande aumento de impostos. Mas, deixe o sistema de sanitário seco ser aplicado… teremos uma vasta melhoria na saude e conforto, impostos e taxas podem ser completamente aliviados…”
O Jornal Médico “The Lancet” relatou que 148 dos seus vasos sanitários secos foram usados por voluntários acampados em Wimbledon – 40 ou 50 deles usados todos os dias por não menos que 2000 homens – estes não tiveram o menor aborrecimento.
Em 1865, a Dorset County School, com 83 meninas, mudou as privadas a base de água para a base de terra seca. O custo anual de manutenção baixou dramaticamente e ao mesmo tempo mal cheiro e diarréia foram eliminados.
Por algumas décadas, na segunda metade do século XIX, sanitário seco e de água tiveram uma calorosa competição. A maioria das coisas que Moule disse eram verdades e muitos dos mesmos argumentos são usados hoje pelos que premiam o banheiro seco. As considerações ambientais não mudaram, além disso usar sanitários com água torna o sistema caro para o município e simplismente mandamos o problema por “correnteza abaixo”.
Henry Moule morreu em 1880, mas atá o fim ele tentou persuadir o governo Ingles que os sistemas secos eram o futuro, e quase teve sucesso. Apesar disso, nos países ricos o sistema com água venceu a batalha, pois com ele, se pode remover(só não se sabe para onde) rapidamente o esgoto da casa, por enquanto…”

Finalizarei a matéria com um vídeo pra se ter uma idéia pratica do que se trata o sanitário compostavel.

Assim, mais conscientes, teremos capacidade de interpretar nas entrelinhas o que significa de fato fazer uma cagada. E o que significa fazer uma compostagem… Cabe a nós agora a duas alternativas: ignorar e continuar sujando os rios e mares com soluções tradicionais, ou reescrevermos e evoluirmos para um futuro promissor pra nós e pras futuras gerações…

Publicado em Construçôes | 2 Comentários

Novas pesquisas, novos aprendizados…

Buscar técnicas e métodos de se construir com pouco recurso sempre foi algo que me despertou interesse.

Meu maior sonho é poder trabalhar em projetos que unam uma arquitetura inteligente e bela com materiais naturais benéficos a saúde do homem, a saúde do planeta  e ao alcance das nossas mãos.

O ideal seria poder extrair todos os componentes da natureza de maneira direta e simples, sem poluir e sabendo que em caso de desuso a casa poderia voltar para o ciclo da vida.

O engraçado é que a vida cheia de coincidências, ou sicronicidades  (como preferem os esotéricos) , e a medida que essas perguntas iam aparecendo as respostas caiam de bandeja.

A primeira e espantosa resposta veio pelos amigos e colaboradores Jorge Timmermann , permacultor ; e Daniel Malaguti professor doutor de Design da PUC – Rio membro do LILD que trouxeram um projeto muito interessante que executariam com bambu, e cobririam com barro, palha, cimento e pó de madeira. O projeto da oficia do Sitio de Yvy Porã.  Ao saber desse projeto me ofereci e fiquei de prontidão pra poder participar e aprender na pratica.

O Jorge me disse que precisaria de ajuda para primeiro colher o bambu na época certa (na lua minguante de inverno) ,  colhemos então 50 varas de Bambusa tuldoides , uma espécie muito comum em todo Brasil.

Chegado o dia reuniu-se um grupo de amigos muito interessados em trabalhar e aprender todos os processos.

Da esquerda pra direita: Gabriel, Kuma, Tomaz Lotufo, Danuta, Bruna, João, Daniel Malaguti, eu,  Lucas, Demétrio, Bel, Mariani ,Suzana, Jorge  e Cecilia no centro.

Daniel Malaguti, professor de design da PUC do Rio de Janeiro,  projetou então, a pedido do Jorge, uma estrutura geodésica que se encaixasse num quadrado (as paredes da oficina), o grande desafio era como confeccionar a cobertura de uma estrutura arrendondada sem utilizar materiais convecionais (lona vinílica, madeira ou concreto) ? Foi quando o Jorge propos fazer uma liga de barro, cimento, serragem e palha.

As ideias, totalmente novas pra mim, pareciam muito incertas e improvaveis de dar certo, mas porque não experimentar? Ai estava um canteiro de obras  experimental imperdivel, tudo podia dar errado e voltariamos aos meteriais seguros ou tudo poderia dar certo e novos horizontes e perspectivas se abririam, de possibilidades inesgotaveis e de total liberdade de formas.

Começamos então recebendo os ensinamentos dos dois integrantes do LILD, Laboratório de Living Design, Daniel e João.

Geralmente as geodésicas possuem pontos de conecções  metálicos dificeis de se conseguir por serem caros. A solução do LILD pra esse problema foi a criação de uniões em sistema de vigas reciprocas com amaração em torniquete, muito fácil, resistente e acessível.

exemplo de conecção metálica

execução do “giro” (sistema de vigas recíprocas) só com amarração e torniquete desenvolvida pelo LILD

Ao longo de três dias e meio montamos o esqueleto da oficina…

Ripamos com taliscas, pra estruturar a cobertura de barro…

Quase finalizando a colocação das lascas, o Jorge mostrou como seria o trabalho da cobertura de barro, cimento, serragem e palha…

Fomos embora deixando a obra assim, e a cabeça cheia de idéias …

Resolvi transformar um projeto que havia começado de um sanitário compostavel, que estava sendo feito com madeira e passei a aplicar a técnica do barro que haviamos praticado em Yvy.

Mas antes queria ter certeza se funcionava, então marquei um retorno ao sitio pra verificar a continuidade da obra.

Estavam quase terminando a cobertura, e estava linda,  resistente, e nessa época chovia muito e tudo dava condições de testes suficiente pra ser tirar a conclusão de que faltava muito pouco pra chegar ao ideal…

Os pedreiros Zé e Rodrigo foram os pilares da realização desse término da cobertura, são experientes no modo convencional de construir e não encontraram dificuldade alguma de tocar em frente. Pelo contrário, demonstravam prazer e entusiasmo em participar, as idéias e as perspectivas deles também voaram e esse sonho os motivou a realizar  também pra eles.

E assim essas influencias vão nos tornando mais aptos e próximos do nosso sonho de uma vida sustentavel, isso é mais que desenvolvimento sustentável é envolvimento sustentavel…

nessa foto Seu Zé de chapéu, Mônica e Rodrigo

Outra característica importante nesse teto foi o isolamento térmico que essa liga proporcionou a obra.

De volta pra casa o banheiro seco foi ficando com uma nova cara…

Continua…

Publicado em Construçôes | 1 Comentário

VAN PRO VAGALUME

IMG_2800

Ha mais ou menos 6 anos o engenheiro civil Marcos Marques começou a reflorestar uma área de seu sitio chamado de Vagalume , situado em Rancho Queimado SC, a foto retrata exatamente o dia em que foram postas as primeiras mudinhas.

Até então o  morro do sitio era assim

IMG_2810

esse descampado pronto pra erodir a qualquer momento… ameaçando açoriar  o rio logo mais adiante…

Hoje, vale a pena conferir. Eu ai colocar as fotos atuais pra todos terem uma idéia, mas preferi deixar o suspense no ar e deixar pra vocês conferirem o resultado pessoalmente… Pois orgulhosamente ele esta lançando hoje o programa:

VAN PRO VAGALUME

A CULTURA DO BAMBU

DATA: 21 de novembro de 2009, sábado.

Encontro: 7:30hs. Retorno: 19:30hs. Trapiche da Beira Mar. Floripa.

Programa: Palestra: A Cultura do Bambu. Atividades práticas: cultivo, manejo e usos do bambu. Transporte em Van, café da manhã, almoço e café da tarde.

Sítio Vagalume: Estação de Permacultura em Rancho Queimado, SC, onde desde 2003 está sendo implantado design permacultural, plantio experimental de bambu e prática de bioconstruções.

Coordenação: Marcos Marques, engenheiro civil, construtor e instrutor de bioconstrução, estudou e praticou permacultura na Austrália, fundador e presidente da BambuSC, Associação Catarinense do Bambu. Participou do Curso de Tecnologias de Bambu na China.

Investimento: R$100,00

Consulte também para grupos, escolas e interessados em bambu, permacultura e bioconstrução.

Informações: 48-9981-3059

WWW.sitiovagalume.com

Opinião de amigo : isso é apenas a pontinha do ice-berg…

Publicado em Agenda de Cursos | Publicar um comentário

O Curso da Construção da Garagem

DSC04513O Curso Acabou assim, em meio uma chuva todos na oficina. E apesar de não haver condições para montarmos a estrutura, muita coisa se praticou:

DSC04518Teve até aluno dando aula, essa ai foi a de um nó considerado pelo Amyr Klink com um dos mais importantes nós do mundo, o nó de caminhoneiro, esse ensinado pelo aluno Laureano, que veio de Osório RS, especialmente para o curso.

DSC04485Aprenderam a cortar de maneira precisa, e sem lascas.

post 1Executaram na pratica um tipo de tratamento, aprenderam na teoria outros tipos.

post 2Viram que pra se trabalhar com bambu não são necessárias grandes ferramentas, e sim ferramentas simples que fazem toda diferença

post 3

e adaptações em ferramentas elétricas, que de maneira barata podemos conseguir excelentes resultados no trabalho

post 4

Aprenderam alguns tipos de amarração estruturais e de acabamento

post 9

post 10

Deixar o bambu apresentável, vistoso e resistente,

post 8

Montamos as colunas nas sapatas deixando programadas as inclinações desejadas, para isso aprenderam primeiro a fazer um nó especial pra escora.

post 11

O legal que cada passo era visto

post 13

registrado

post 14

e praticado por todos

post 12

Mas veio a chuva ai entramos na oficina, finalizamos todas as peças do quebra cabeça.

Na oficina houve a demostração de dar curvamento com maçarico no bambu

post 15

Claro, não podia faltar uma pausa pro lanche, especialmente preparado pela Dona Maristela  (uma artista da cozinha) e sua filha Andréia (presidenta do Instituto Çaracura, super parceiros e amigos, daqueles que contamos nos dedos da mão direita)

post 16

… e assim terminamos o curso.

Cada um levou o seu CDzinho com alguns Gigas de informação. E finito.

Mas a obra continuou… e alguns alunos resolveram ficar um pouco mais, e participaram da montagem do esqueleto.

post 17

post 18

post 19

post 20

Ficaram até colocarmos de maneira provisória uma lona de proteção.

Depois eu terminei o que faltava na estrutura.

post 21

e…

post 23

… o que era apenas uma idéia… acabou virando…

post 22

REALIDADE!!!

Agradeço de coração a todos os alunos que participaram do curso:

Zeca Ramos , Igor Sano, Laureano Pacheco, Jardel Belletti ,Sabrina Schultz, Flavia Graciela Caresia , Branda Vieira, Guilherme Garcia, Victor Garcia, Arthur Jônata( que veio de Natal – RN), Nuhr Rio Apa, Neimar Machado, Douglas Peixoto, Maria Luisa Gan ( Malu), Filippo Cauac e  Laurent Jacques Berthier ( que se fala Lorran, rsrsrs) … agora bambuzeiros !!!

Agradecimentos especiais que trabalharam diretamente nesse evento:

Sheyha Hadad ,  amigona, vizinha e dona da pousada

Dona Maristela e Andréia pelas refeições deliosas

Ney, meu irmão de afeto pelo apoio

Marcelo , grande designer gráfico e didgerman, pelo certificado

Meus mestres bambuzeiros: Oscar Hidalgo Lopes, Raphael Moras de Vasconcelos, Lucio Ventânia, LILD PUC – Rio de Janeiro, Celina Llerena  pela formação e informação disponibilizada até hoje.

E a todos os parceiros que ajudaram indiretamente ajudando a divulgar o curso:

Bianca Giaeferris , Instituto Ãnima, BAMBUSC , Marcos Marques, Sumara Lisboa e a todos que espalharam a noticia.

ATÉ A PRÓXIMA!!!

Publicado em Cursos | 1 Comentário

Convite para o Curso de Construção com Bambu

DSC00820

Após a construção da minha casa, faltava ainda uma garagem pra minha carroça, como não tinha nem recurso nem animo mais pra fazer, resolvi apenas montar uma pérgola de bambu que se apoiaria sobre a estrutura de eucalipto do portão.

Essa não era a solução definitiva, mas minha indecisão com relação a estrutura me paralisava. Até o dia em que a mãe natureza, depois de uma forte tempestade de vento, acabou derrubando a parte da frente, justamente a parte da estrutura de eucalipto do portão que já estava apodrecida. Ruim por um lado, mas depois olhando bem o estado da pérgola veio a idéia de fazer exatamente o que a natureza havia moldado pra mim. Um Parabolóide Hiperbólico.

c14_1

DSC03864

Então foi só elaborar uma maquete, fazer o plano de corte dos bambus, gerar uma lista de atividades e voalá : um curso de montagem de uma garagem, prático, leve e resistente.

maquete vista frontal

maquete vista frontal

maquete vista lateral

maquete vista lateral

vista de baixo

vista de baixo

vista de cima

vista de cima

 Essa garagem será coberta com uma lona plástica, em três camadas distintas, que é o que eu tenho em mãos, lembrando que uma das regras era não comprar mais nenhum material.

Por tanto o curso contará com as seguintes técnicas:

1- colheita e secagem (conhecimento teórico ilustrado com fotos e uma prática ilustrativa da colheita de um colmo no bambuzal)

2-tratamento (atividade prática)

3-técnica de corte com acabamento (atividade prática)

4-corte boca de peixe com fixação de madeira e parafuso (atividade prática)

5-fixação com pinos de bambu e amarração (atividade prática)

6-curvamento de varas com o uso de maçarico (atividade prática)

7-montagem da estrutura (atividade prática)

O curso contará com palestras teóricas a noite, e haverá espaço aberto para esclarecimentos de dúvidas e discussões.

Número de vagas: 20 alunos

Local: Servidão dos Anjos e Arcanjos, 387

Rio Vermelho, Florianopolis – SC

proximo ao CTG Jambolão (confira o mapa detalhado pelo link da pousada)

Data do curso: 26 e 27 de Setembro de 2009, sendo que no final da tarde do dia 25 haverá uma reunião de abertura.

Investimento R$ 300,00 reais incluindo: hospedagem na Pousada Ilha dos Anjos, que fica na mesma rua de casa, com duas pernoites (de sexta para sábado e de sábado para domingo) quartos para duas pessoas (confira o visual e a sofisticação):  http://www.pousadailhadosanjos.com.br/portugues.php, incluso também três refeições diária (café da manhã, almoço e jantar) sendo que a alimentação é Ovo-lacto-vegetariana. E para quem já tiver hospedagem o investimento será de R$ 220,00 reais incluindo o curso e a alimentação, sem a hospedagem.

Inscrição pelo e-mail: rodrigoprimavera@gmail.com

O alunos ganharão um CD com informações mais detalhadas sobre as técnicas práticadas, e certificado do curso.

Após a montagem da estrutura no curso a obra continuará com a aplicação das lonas , das varas de bambu que ficarão por cima da lona e por fim a colocação da calha nas extremidades do telhado; e estará aberto a participação de quem se dispuser a ajudar. Só não estarão inclusos a hospedagem e as refeições.

Publicado em Agenda de Cursos | 5 Comentários

Curso de Técnicas Construtivas no Sítio Çarakura

Curso moveis Saracura (18)

Localizado no bairro de Ratones, única area rural da Ilha de Florianópolis, o sítio Çarakura é um dos locais onde a natureza encontrou um verdadeiro aliado, seu proprietário e amigo, Ney, vem a mais ou menos vinte anos trabalhando em prol ao reflorestamento introduzindo especies que beneficiam a diverssidade da vida no local.

Quando mudou-se a nascente do Rio Ratones se encontrava quase extinta devido as culturas de mandioca e pasto que predominavam na região. Hoje, com toda extenção da nascente reflorestada, o rio se recuperou completamente, mantedo-se forte e vigoroso, com arvores belissimas em toda sua extenção, um exemplo de respeito ao que é mais sagrado hoje em dia para a reconquista do equilibrio no planeta.

Eu e Ney refrescando antes do almoço na Nascente do Rio Ratones

Eu e Ney refrescando antes do almoço na Nascente do Rio Ratones

Desse lugar, com o apoio de alunos da universsidade federal de Santa Catarina, e pessoas afins nasceu o Instituto Çarakura, com sede no sítio tem o objetivo de formentar projetos de educação ambiental.

recuperação da Nascente do Rio Ratones patrimônio de Florianopolis, algo que deveria contar com o apoio do governo

recuperação da Nascente do Rio Ratones patrimônio de Florianopolis, algo que deveria contar com o apoio do governo

Atualmente o sitio é um roteiro para as escolas de Florianopolis que vem visitar e comprovar de maneira concreta o que se é possivel fazer para salvar o planeta.

O Sitio também faz divisa com a trilha que liga o Ratones a Costa da Lagoa, Caminho Histórico da Costa da Lagoa, reconhecida como patrimonio historico do municipio. Em seu ponto mais alto se pode ter uma das visões mais belas da Ilha, algo estarrecedor. Mas, apesar disso tudo, todo esse patrimonio vem sendo ameaçado por um grupo de pessoas interessadas em criar um estrada asfaltada para se ter acesso de carro à Costa da Lagoa, um movimento que envolve pessoas poderosas, como empreenteiros e gente da prefeitura e governo do estado, tal obra comprometeria por completo a saúde da nascente do Rio Ratones e acabaria com um dos pontos turisticos e ecologicos mais belos da Ilha. A grande maioria de moradores da Costa são totalmente contra, pois perderiam a sua maior fonte de renda que é a cooperativa de barqueiros que faz o translado dos turistas pela Lagoa da Conceição até os pitorescos restaurantes da outra margem.

Passeio de barco para Costa, fonte de renda local, passeio inesquecivel

Passeio de barco para Costa, fonte de renda local, passeio inesquecivel

mirante do Caminho Historico da Costa da Lagoa um patrimonio ameaçado pela especulação imobiliaria

mirante do Caminho Historico da Costa da Lagoa um patrimonio ameaçado pela especulação imobiliaria

mirante

mirante

O bambu também esta presente nesse local e são diversas especies que foram cuidadosamente colocadas em locais especificos cumprindo suas multiplas funções ambientais e provedoras de materia prima.

P1010295

Atendendo a demanda o sitio todo ano promove cursos de capacitações com bambu capacitando pessoas que vem até de outros paises para aprender como se plantar, como colher e como trabalhar com o material.

Para trabalhar o bambu que criei um curso de capacitação chamado Curso de Tecnicas Construtivas, onde são ensinados em um final de semana os pricipais encaixes com bambu e como se aplicam, cada aluno desenvolve a sua peça e no final leva como recordação do curso.

I Curso Çarakura (1)

P1010325

P1010334

P1010467

IMG_1160

Edimundo vio da Espanha, Sr. José Crispin veio de MG

Edmundo veio da Espanha, Sr. José veio de MG

Juliana veio do Peru

Juliana veio do Peru

Flávia estudante de design de moveis em Curitiba

Flávia estudante de design de moveis em Curitiba

Inglaterra

Inglaterra

Camburiu e Porto Alegre

Camburiu e Porto Alegre

Publicado em Cursos | 4 Comentários

Curso Capacitação em Três Rios – RJ

Turma da Tarde de Moveis

Turma da Tarde de Moveis

No final de 2004, ainda pelo Instituto do Bambu, essa vez em parceria com o SEBRAE do Rio de Janeiro. Toda a equipe de professores e designers foi convocada a fazer um curso de capacitação completo na cidade de Três Rios. A proposta era passar todo o conhecimento gerado no ano, incluindo o desenvolvimento de produtos nas diversas areas de atuação, havia uma equipe se capacitando em cada area (artefatos, embalagens, moveis, instrumentos musicais, casas pré-fabricadas e tanque-rede, foram mais de um mes de trabalho com dois periodos (manhã e tarde) com turmas distintas aprendendo a manipular o bambu.

Os alunos eram em sua maior parte formado por pessoas integrantes da comunidade do morro de São Carlos, e envolvia jovens, adultos e idosos, os cursos tambem recebeu pessoas de fora dessa comunidade, mas seu principal objetivo era capacitar para formação de uma cooperativa de artesãos que iriam produzir e vender seus produtos no mercado local e redondezas.

utilizando bancos comuns como suporte para corte

utilizando bancos comuns como suporte para corte

tipos de encaixes

tipos de encaixes

montando uma espreguiçadeira

montando uma espreguiçadeira

espreguiçadeira montada

espreguiçadeira montada

sofa feito por alunos

sofa feito por alunos

comprovando o conforto e a resistencia

comprovando o conforto e a resistencia

aprendendo a aplicar as garrafas PETs

aprendendo a aplicar as garrafas PETs

lateral de um novo modelo de tanque-rede

lateral de um novo modelo de tanque-rede

depois do curso a comunidade na produção propria da poltrona

depois do curso a comunidade na produção propria da poltrona

produções de moveis do curso

produções de moveis do curso

Publicado em Cursos | 5 Comentários

Curso de Tanque-Rede de Bambu em Penedo-AL

Curso Penedo

Em 2004, trabalhando no Instituto do Bambu, após desenvolver o primeiro protótipo de tanque-rede para engorda de tilápias em rios ou lagoas. Apresentei-o em uma palestra no SEBRAE-AL e acabei despertando o interesse de uma comunidade que vivia em Penedo uma cidade próxima ao Rio São Francisco.

Em Penedo havia um assentamento onde já haviam tido uma experiência em criar peixes em cativeiro, porém seus tanques-redes haviam se degradado com um ano de uso, o alumínio utilizado foi corroído inutilizando a estrutura, sobraram então umas 36 redes. O custo da recuperação dos tanques com materiais convencionais existentes no mercado era alto e não tinham como investir, pois haviam outros gastos.

Eu tinha acabado de criar o protótipo e testado seu comportamento.

O custo de montagem da estrutura era ínfimo, em ralação a todos os outros materiais, com a vantagem que a capacitação em saber fazer daria uma autonomia aos agricultores.

O curso durou 2 semanas. Nessas 2 semanas executamos três tanques e em seguida testamos na represa.

Agora além de saber como fazer, os agricultores poderiam utilizar as técnicas aprendidas em outras estruturas de seus sítios.

Imagem1

Imagem2

Imagem4

Imagem6

Imagem5

Imagem8

Imagem13

Imagem17

Imagem26

Imagem29

Imagem30

Imagem32

Publicado em Cursos | 46 Comentários